A Menina Que Roubava Livros

domingo, 5 de maio de 2013



A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
Capa muito bonita
  O livro é diferente do que estamos acostumados, e não apenas pelo fato de a história ser narrada pela própria Morte, mas em sua estrutura também. O autor faz com que a leitura não seja longa ou monótona, fazendo quebras interessantes que além de garantirem que o leitor continue interessado, marcam o estilo narrativo do livro com esse seu diferencial. Além disso, a narradora faz ganchos que te deixam curioso para saber o que está por vir, como e quando acontecerá.

  A história é sobre Liesel Meminger e seus três encontros com a morte. Tudo começa quando a garota é mandada para viver com uma família adotiva durante o período da Segunda Guerra Mundial. A partir disso, acompanhamos a vida de Liesel, então analfabeta, e sua adaptação à vida com os Hubermann, na casa de número 33 da rua Himmel. O que desanima a muitos leitores é o ritmo da história. Por se passar em um período turbulento da história, muitos esperam um início mais dramático, rápido ou, no mínimo, diferente. Afinal, o que encontramos é Liesel arrumando confusões, aprendendo a ler, jogando futebol com Rudy, conversando no porão com Max... E é isso que faz toda a diferença. Acompanhamos os personagens durante tanto tempo, com uma rotina tão bem descrita, que ficamos apegados a eles. Ainda assim, confesso que só percebi isso no final da leitura. Antes disso apenas pensava: “É um bom livro, mas ainda não entendo porque conquistou tantas pessoas”.

Outra coisa que desanima alguns, é o uso de metáforas que, sim, às vezes são um pouco exagerados, mas que não interferem na grandeza e genialidade do desenrolar da trama. Apenas fará o leitor fazer algumas caretas para certas expressões. Conta detalhadamente a vida de Lisel, Um livro ótimo mas com muitos detalhes, A quarta capa do livro diz que “quando a morte conta uma história, você deve parar para ler”. Isso me deixou com medo, quer dizer, quase o livro todo me deixou com medo O rapaz que enterrara seu irmão deixara o livro cair na neve por distração e este foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.
   E foi essa paixão pelos livros que salvaram a vida de Liesel naquele tempo de horror, quando a Alemanha estava sendo transformada diariamente pela guerra. O gosto por roubar os livros e a sede por conhecimento foram o sentido que ela precisava dar a sua vida. Além é claro do amor de Hans que se mostrou imensamente amável com ela e seu grande amigo Rudy, o namorado que nunca teve. E sempre ao seu lado, como testemunha de todo o sofrimento e poesia, estava a Morte, a narradora desta história. Simplesmente inspirador, triste e maravilhoso.
Medo
Opinião: Esse livro é ótimo sem dúvidas, o começo e o fim, no meio eu achei ele um pouco como diria ... Extenso, mas fora isso é um livro que recomendo. Confesso que por essa capa ai de cima e nas primeiras páginas eu senti medo da morte, pois é ela que conta toda a história ela ate quase ameaça aos leitores, =S Mas é um livro que com toda certeza todos devem ler #Indicado

Frases:
¨Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo¨

¨O único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade.¨

¨Não ir embora: Ato de amor e confiança.¨

¨A única coisa pior do que um menino que detesta a gente.
Um menino que ama a gente.¨

"E o riso dela? Era algo absolutamente dominador. Ninguém tinha a menor chance diante dele." 

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